Avanço das políticas públicas marca Dia do Professor no Maranhão

Secretário Felipe Camarão aponta ações de valorização dos professores. Foto: Lauro Vasconcelos

“A minha vida inteira, o meu projeto de vida foi viver dentro de uma escola. Eu sou professora da rede estadual há mais de vinte anos. Agora, na reta final para a aposentadoria, eu me deparo com um projeto de educação que me oportuniza ver o meu aluno o dia inteiro na escola, bem alimentado, feliz e bem acolhido. E eu tenho datashow, equipamento de som, impressora, tenho, cola, tenho lápis, material para fazer o que for preciso”. O depoimento, com voz embargada e acompanhado por olhos marejados, é da professora Simone Silva Santos, gestora pedagógica do Centro de Educação Integral, no Vinhais, que se emociona ao falar que, hoje, tem uma escola muito mais estruturada para desenvolver o seu trabalho.

A professora Simone Silva Santos, com mais de 20 anos de carreira, se emociona com os avanços da educação no estado. Foto: Lauro Vasconcelos

“Eu me emociono, porque pode parecer pouco, mas, para mim que a vida inteira na escola não tive essa oportunidade de fazer muito do que desejava por falta de material, de estrutura, isso vale muito. Eu vivi para ver isso acontecer. E eu dou o melhor”, completou a professora.

“Ser professora ou professor no Maranhão, hoje, é ter um mundo de possibilidades e de oportunidades. É você poder desempenhar o seu papel de educador com tranquilidade, porque você tem todo apoio necessário para isso”. A fala, que também traduz novos tempos na educação do Maranhão, vem da professora goiana Viviane Nunes Siqueira, gestora do Centro de Educação Integral Joana Batista, na Cidade Olímpica.

2. Professora Viviane Siqueira, de Goiás para o Maranhão em busca de estabilidade e valorização profissional. Foto: Lauro Vasconcelos

Em 2015, a professora Viviane deixou para atrás os parentes e a terra natal, para fazer o concurso para professores da rede estadual, promovido pelo Governo do Maranhão, cujo salário inicial era de R$ 5 mil. Aqui, ela diz que encontrou mais que um emprego e o melhor salário do país, pago a professores de uma rede estadual. “Eu fiz o concurso em dezembro, em janeiro já saiu o resultado e, em abril, eu já fui nomeada. Eu vi a seriedade da gestão estadual. Porque em muitos lugares a gente faz o concurso, passa, e não é chamada. Eu tenho 20 anos de carreira na educação e ainda não tinha visto um governo com um olhar voltado para a educação de uma forma tão especial. E outras oportunidades foram surgindo nesses três anos, tanto que hoje eu sou gestora do CEIN Joana Batista, uma das Escolas de Tempo Integral. Não me arrependo de ter vindo”, concluiu a professora.

“Nós entendemos que não se faz educação de qualidade sem pensar na valorização do professor que está na linha de frente, em sala de aula. E, esta é uma das maiores preocupações do governador Flávio Dino, que respeita e reconhece o trabalho desses profissionais tão importantes no processo de construção da educação que tanto desejamos para o nosso Maranhão”, enfatizou o secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão.

Secretário Felipe Camarão aponta ações de valorização dos professores. Foto: Lauro Vasconcelos

O professor Ronilson Pinto tinha duas matrículas efetivas de 20 horas na rede pública estadual e outra, também de 20 horas no município. Estava prestes a perder um dos salários, porque por lei não podia acumular três nomeações. Em 2017 veio a solução para ele e muitos outros professores que estavam na mesma situação. O concurso para unificação de matrículas, que possibilitou a professores que pudessem ser reenquadrados na tabela remuneratória de 40 horas semanais.

“Essa fantástica política do governo de unificar matrículas, além de resolver a questão da falta de professores, beneficiou a categoria nas questões salarial e da previdência, uma vez que antes não podíamos nos aposentar com três matrículas de 20 horas. Agora, o professor vai poder ter a nomeação de 40 horas e outra de 20. Isso representa melhora salário na aposentadoria”, disse o professor.

Professor de História em uma escola da rede estadual de ensino, na cidade de Mata Roma, na região do Baixo Parnaíba, a 264 quilômetros de São Luís, o professor Francisco Alves Ferreira, também ressaltou os ganhos e a valorização profissional dos educadores. “É uma gestão de compromisso, voltada para melhoria do ensino, com a construção de escolas, ampliação da jornada e unificação de matrículas dos docentes, o que nos dá mais vontade e mais dignidade no fazer da nossa atividade pedagógica”, avaliou.

Professor Francisco Alves Ferreira ressalta ganhos na carreira docente. Foto: Lauro Vasconcelos

O maior salário pago a professores de uma rede estadual, no país, a unificação de matrículas, estrutura da escola, material pedagógico à disposição dos educadores, a Escola de Tempo Integral, novo modelo educacional implantado no estado, são apenas algumas das ações implantadas pelo Estado para garantia a melhoria da educação e para a valorização dos professores.

Conquistas em números

Nos últimos quase quatro anos, os educadores do Maranhão tiveram ganhos gradativos, constantes e significativos em suas carreiras. E muito mais do que cumprimento de direitos, são ganhos que representam conquistas históricas reconhecidas pelos próprios educadores. Entre as conquistas, estão:

• O concurso público para 1.500 professores com carga horária de 40 horas;
• Concursos internos de ampliação de jornada e a unificação de matrículas, em 2017 e 2018, beneficiando 2.400 professores;
• Mais de 26 mil professores beneficiados com progressões, promoções e titulações;
• Em três anos houve recomposição salarial de 30,35%, valor acima da inflação do período;
• Maior remuneração do país para professores de 40h, 5.750,84 (sem titulações).

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