Operação da Segurança Pública resulta em mais de 60 prisões em uma semana

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Resultados da operação policial foram divulgados em coletiva (Foto: Karlos Geromy)

Um total de 62 suspeitos foram presos, por meio do cumprimento de 47 mandatos preventivos, efetuados em operação da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA). A ação é fruto das investigações da morte do italiano Carmélo Mário Calabrêse, de 65 anos, ocorrida no dia 8 deste mês. O trabalho foi intensificado, ao longo de uma semana, em trabalho integrado da Polícia Civil. A logística da operação e apresentação de presos foi detalhada em coletiva, com a participação de gestores da SSP, na sede da Polícia Civil, na Praia Grande, em São Luís, nesta sexta-feira (5).

“Esse trabalho integrado foi determinado em reunião da Segurança Pública com o governador Flávio Dino, para que fossem realizadas ações fortes no combate aos autores de crimes violentos. Nossa polícia obteve êxito e a operação não vai parar. É um modelo de ação integrada que será incorporado para encargo da Polícia Civil”, explicou o secretário de Estado de Segurança Pública, Jefferson Portela. O secretário destacou que o trabalho é permanente, para agilizar prisões de suspeitos com mandados em aberto. Há casos de presos com crimes cometidos há mais de três anos.

Secretário de Segurança, Jefferson Portela (Foto: Karlos Geromy)

Os mandados cumpridos são de expedições do Poder Judiciário em atendimento a representações da Polícia Civil, ou por ocasião de condenações. São pessoas apontadas pela prática de crimes violentos como homicídios, tráfico de drogas e roubos a residências, coletivos e bancos. Comunicados destes mandados serão feitos também às polícias Militar, Federal, Rodoviária Federal e Guardas Municipais, para que os sistemas tenham acesso às informações e possam promover mais brevemente as prisões. Portela ressalta que serão feitas mais representações de prisões ao Poder Judiciário.

“Nossa tentativa é esgotar os mandados de prisão que estejam em aberto na Justiça. O mesmo empenho será aplicado ao decorrer dos trabalhos para que estas pessoas sejam detidas. São prisões que vão zerar o banco de dados e garantir mais tranquilidade e segurança à sociedade, que estará mais confiante na polícia”, avalia o titular da Delegacia Geral Adjunta de Operações, André Luís Gossain, responsável por coordenar as operações. O trabalho tem apoio da Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), incluindo unidades do interior e o Departamento de Feminicídio.

Delegado André Luís Gossain (Foto: Karlos Geromy)

No caso do italiano, foram presas oito pessoas ligadas ao assassinato, sendo quatro com participação direta comprovada. Uma das mulheres possuía envolvimento com a vítima, o que facilitou sua aproximação para o crime. Na ocasião do latrocínio, ela estava no quarto e organizou a entrada dos demais. O italiano morava em São Luís há 15 anos e contra ele havia acusação de estupro em seu país.

“Realizamos uma investigação intensiva, desde o comunicado do desaparecimento da vítima. Essa ação é paralela à operação policial desencadeada para cumprimento destes mais de 60 mandados de prisão”, destaca o delegado titular do Departamento de Homicídios do Interior, órgão da SHPP, Jefrey Furtado. O assassinato ocorreu em fevereiro. Dos mais de 60 presos, há criminosos do Maranhão e Rio Grande do Sul.